Velas simbolizam infância apagada pela exploração sexual

ALC, 18/05/2011

Simbolizando crianças que tiveram sua infância “apagada” pela violência sexual, mais de 1 mil jovens e adolescentes vão se reunir, hoje no final da tarde, em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp), vestindo camisetas brancas e portando velas, para protestar contra a exploração sexual de pessoas menores de idade.

A iniciativa faz parte da Campanha de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, liderada pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). Das 12 cidades onde o protesto acontece hoje, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração contra Crianças e Adolescentes, nove sediarão jogos da Copa do Mundo, em 2014.

Em Salvador, Bahia, a concentração começa às 18h30 no Morro do Cristo, na Barra. A cada 15 segundos, uma vela será apagada, simbolizando o número de crianças e adolescentes que, segundo estatísticas, foram abusadas no mundo enquanto a manifestação ocorria. Em seguida, todas as velas serão acesas novamente para demonstrar a esperança que ainda existe em diminuir esse número.

No Recife, Pernambuco, evangélicos distribuirão panfletos e farão campanha de vacinação contra maus-tratos pela manhã, caminhada no final da tarde e uma marcha à noite.

Manifestações estão previstas, ainda, em Manaus, Fortaleza, Natal, Cuiabá, Belo Horizonte, Curitiba, Juiz de Fora, em Minas Gerais, Lençóis Paulista, em São Paulo, e Londrina, no Paraná, informa o serviço de comunicação da Rede Mãos Dadas.

Em 2010, foram registrados 12.487 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, segundo dados do Disque 100. O maior número de vítimas de violência sexual é do sexo feminino, representando 78% das pessoas atingidas.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi escolhido em virtude de crime bárbaro ocorrido em Vitória, no Espírito Santo, em 18 de maio de 1973. Aracelli Cabrera Sanches Crespo, 9 anos, foi morta e seu corpo encontrado seis dias depois desfigurado e com sinais de abuso sexual. Os responsáveis pelo crime nunca foram responsabilizados, por se tratar de filhos de pessoas influentes da cidade. A data foi definida a partir da lei nº 9.970, 17 de maio de 2000.

 

 

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